Como lidar com uma gravidez de alto risco | Décimo Mês

Como lidar com uma gravidez de alto risco

O termo “gravidez de alto risco” é muito amplo. Na realidade, aquilo a que se refere vai sempre depender de um quadro médico, definido por especialistas. Os pontos comuns são os riscos gerais, que contemplam a hipótese de parto prematuro, gestações interrompidas ou outras complicações de saúde, tanto para a mãe como para o bebé. Independentemente do nível de risco associado à gravidez, ouvir o termo da boca de um médico vai ser sempre um momento de sobressalto. Mas como uma das melhores formas de lidar com uma fonte de ansiedade continua a ser a informação, olhemos para o que diz a ciência, para que possa ter uma gravidez o mais tranquila possível.

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A primeira recomendação passa por visitar o obstetra regularmente. Em casos de risco, o ideal é que o médico possa acompanhar o desenvolvimento da gravidez ao pormenor, para que consiga identificar problemas assim que eles surgirem. Desta forma, é possível administrar o tratamento adequado o mais cedo possível, o que contribuirá para manter a saúde da mamã e do bebé. Opte por fazer todos os exames recomendados e siga todas as indicações da equipa médica - neste contexto, são ainda mais importantes.

Igualmente essencial é fazer uma alimentação saudável. E talvez esta recomendação seja bem mais complicada de cumprir do que a primeira. Afinal, estamos a falar de uma fase em que o apetite tende a fazer-nos cometer loucuras irrepetíveis noutros contextos. No entanto, terá mesmo de ser comedida com a sua dieta. Evite fritos, doces, refrigerantes, café, enchidos e quaisquer alimentos que contenham adoçantes artificiais. Privilegie as frutas, os vegetais e os cereais integrais. Esta recomendação está alinhada com a necessidade de controlar o peso. Questione o seu obstetra sobre qual é o intervalo recomendado de peso. Ainda no domínio da alimentação, recomenda-se que não ingira bebidas alcoólicas durante a gravidez. O consumo de álcool não só pode aumentar o risco de malformações no bebé, como de partos prematuros e abortos espontâneos. O mesmo se diz sobre fumar e sobre o consumo de drogas.

Por último, retenha que é importante repousar. Não faça esforços desnecessários e dê muitas horas de descanso ao corpo. Em alguns casos, exige-se repouso total, como a gestação de gémeos ou o aparecimento de problemas não diagnosticados precocemente, mas aconselhe-se sempre com o médico antes de tomar qualquer decisão.

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Todas estas práticas são aconselhadas não só para que a gravidez decorra sem percalços, mas também para que a grávida chegue saudável ao parto. Só assim é possível garantir que há condições para que se proceda a um parto normal.

Tenha em atenção que uma gravidez normal pode tornar-se numa gravidez de alto risco durante a gestação. Por isso, e para que possa endereçar o problema assim que ele surgir, esteja atenta aos seguintes sintomas:

  • Hemorragia vaginal;
  • Perda de líquido amoniótico;
  • Contrações uterinas;
  • Dores de cabeça intensas e persistentes;
  • Tonturas ou sensação de desmaio;
  • Falta de ar;
  • Inchaço súbito da face ou das mãos;
  • Dores abdominais;
  • Contrações frequentes, regulares e dolorosas precocemente;
  • Dores no peito;
  • Febre ou calafrios;
  • Vómitos;
  • Diminuição/ausência dos movimentos fetais.

Referências:

https://www.tuasaude.com/cuidados-durante-a-gravidez-de-alto-risco/

https://bebe.abril.com.br/gravidez/gravidez-alto-risco-quando-gestacao-classificada-dessa-forma/
https://www.hospitaldaluz.pt/pt/guia-de-saude/dicionario-de-saude/G/274/gravidez-de-risco-vigilancia