Entusiasmo. Medo. Ambivalência. Culpa. Sentir que tem de sentir culpa. Uma mistura de todas estas emoções. Deixar o seu bebé pela primeira vez pode fazer disparar um turbilhão de sentimentos, e tendo em conta o quão dependentes e frágeis eles podem parecer, isso faz algum sentido. Contudo, os bebés são também incrivelmente resilientes e como seres humanos é esperado sociabilizarem e criarem laços com outras pessoas para além de si. Não há tanto tempo assim, vivíamos inseridos em grandes comunidades muito próximas, de famílias e amigos, por isso os bebés ficavam com (e eram transportados por) um vasto número de pessoas. Hoje em dia, nas nossas pequenas estruturas familiares, podemos pensar 2 vezes antes de deixar o bebé com outra pessoa. No entanto, é saudável e natural fazê-lo.  

Importante é aquilo que é melhor para si. Muitas mães têm de deixar os seus bebés com alguém logo no primeiro mês. Outras esperam um ano para o fazer. Eu deixei a minha filha com o pai todas as noites durante uma hora, para ir andar e recuperar uma parte de mim mesma, logo a partir da terceira semana, e duas semanas depois fui ao cinema com uma amiga. A pergunta a colocar é “o que é que eu preciso e o que é adequado para mim”. Fale com o seu parceiro sobre o assunto, e claro, adapte-se à personalidade do bebé e às suas necessidades. Vai ver que, com bom senso, encontra um equilíbrio.

Para além disso, como seria de esperar, o segredo reside em planear. E quando falo em planear, refiro-me a um aspeto fundamental para encontrar esse equilíbrio. Porque se planear terá menos probabilidade de se esquecer de alguma coisa, e isso significa que pode relaxar e apreciar o tempo que tirou para si.

Com quem há de deixar o seu bebé? Com alguém da família? Com amigos? Com uma babysitter? Às vezes é mais fácil fazê-lo com uma babysitter qualificada. Assim pode dar instruções bem definidas sem recear confrontá-las com a opinião de alguém mais experiente. No entanto, a sua família ou os seus amigos chegados são o seu porto de abrigo natural. Por mais complicado que possa parecer, estabeleça também com eles as suas expetativas e os seus limites. Afinal de contas, o filho é seu.

Imagine o cenário - quantas horas vai estar fora? Que tipo de comida ou quantos biberons (leite materno ou suplemento) vai precisar de preparar antecipadamente? Tudo é evidente para si – o local onde guarda o remédio das cólicas, qual o brinquedo favorito que o acalma, onde está o marsúpio.  Mas para alguém que não faz parte da rotina doméstica, é tudo novo. Quanto melhor preparar a pessoa que vai ficar a tomar conta do seu filho fornecendo-lhe todo o tipo de pormenores, mais serenamente vai passar o tempo que estiver fora de casa.

Algumas questões práticas:

Onde tem os números de telefone de emergência? O ideal é fazer uma lista e colá-la na porta do frigorífico. Se for ao cinema, pode colocar o seu telemóvel em modo vibratório para o caso de ser preciso contactá-la.

Não faça planos apenas para o bebé. E você? Será que vai precisar de uma ajuda adicional na manhã seguinte se tiver tido um programa noturno? Se vai sair durante a tarde, que é geralmente a altura em que prepara o jantar, será que é melhor encomendar comida feita para essa noite para depois não ter muito trabalho?

Agora respire fundo, arranje o seu cabelo, e divirta-se aproveitando bem o tempo que tem para si! Ambas sabemos que o mereceu.

Com dexpantenol. Para prevenção e tratamento do eritema da fralda e gretas do mamilo, pele seca, áspera ou gretada e cicatrização de lesões e irritações da pele. Contra-indicado no caso de sensibilidade a qualquer componente. Medicamento não sujeito a receita médica. Leia cuidadosamente o folheto informativo. Em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, consulte o médico ou farmacêutico. L.PT.MKT.DC.12.2016.0113