Todos os dias na minha vida como mãe, sou recordada das inúmeras fragilidades do corpo humano. Os meus filhos estão vivos porque fazem um esforço enorme para isso. Não tomamos a saúde por garantida. Somos constantemente lembrados dessa dádiva todos os dias. Sinto que juntamente com o fato de os moldar com um ponto de vista positivo em relação à vida e à morte, a amamentação foi o melhor presente que eu lhes podia ter dado. O amor que sinto através da ligação ao dar-lhes de mamar é profundo e real e aproxima-nos mais do que alguma vez pude imaginar. Abriu as portas para uma etapa eterna de ligação e proximidade. Não há coisas perfeitas – não há vidas perfeitas, famílias perfeitas, nem corpos perfeitos.

Amamentar pode ser hilariante, mas também estranho e confuso. É um processo que pode vir acompanhado de conflito, exaustão, júbilo, alegria intensa, dor física, corrimento, ressentimento, concursos de t-shirt molhada, julgamento, beleza e encanto. Escolher amamentar os meus filhos significou escolher aceitar o meu corpo tal como ele é e sentir orgulho nele e do que ele é capaz de fazer. Antes de ter filhos, passava muito tempo preocupada a pensar onde encaixava nos ideais femininos. Eu queria ser atlética e doce, ter peito e ser magra, considerada divertida, inteligente e sensual.

Agora, embora ainda pense nisso, sou mais do que uma mulher com um corpo, sou uma mulher que gerou duas vidas, as fez crescer e as alimentou, amei-as profundamente e dei-lhes tudo o que consegui. Também me ofereci a mim própria um excelente presente. Aceito-me a mim mesma e às minhas complicadas contradições tal como desejo que as minhas filhas se aceitem a elas próprias e aos seus belos e saudáveis corpos.

 

Anna, 34, mãe de 2 filhos

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